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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Teoria Eletromagnética x Éter Luminoso

Os cientistas Albert Michelson e Edward Morley formularam a primeira prova forte contra a teoria de um éter luminífero e comprovaram que a luz não precisa de um meio para se propagar, ou seja, no ar, nos líquidos, nos sólidos ou até mesmo no vácuo, a luz se propaga.

Mas o que foi o ‘éter luminífero’?

O éter foi criado por cientistas do final do século XIX. Nessa época, acreditava-se que a luz seria uma onda mecânica igual às ondas sonoras. O surgimento deste meio material foi criado para representar o espaço que há entre o Sol e a Terra no Universo, pois deste modo, os raios solares entrariam na atmosfera terrestre para exercer suas funções, então, o éter foi criado para representar todos os meios materiais em um só.

O mais contraditório da experiência de Michelson e Morley é que eles queriam comprovar a existência do éter, já que outro cientista – James Clerk Maxwell – postulou que a luz é, sim, uma onda, mas eletromagnética e não mecânica, ou seja, que a ideia do meio material hipotético, que vibraria permitindo a propagação da luz, não existiria. Maxwell descobriu isso quando levantou a hipótese de que a luz era originada por dois campos – o elétrico e o magnético -, e que, assim, poderia se propagar no vácuo. A partir daí, surgiram várias contradições. Existia um grupo que defendia o éter e outro acreditava na teoria e equações de Maxwell.

Michelson e Morley faziam parte da parcela dos cientistas que acreditavam na ideia da existência do éter. Então, para discordarem das ideias de Maxwell, propuseram uma nova experiência. Esta foi realizada por Michelson e Morley, que acabaram por comprovar a inexistência do éter luminífero e que a velocidade da luz era 300.000 km/s – o que já era comprovado por Maxwell. Para qualquer meio de propagação, a velocidade da luz é constante, ou seja, não tem referencial privilegiado.

Então, a oposição que se tinha entre os cientistas que defendiam a teoria eletromagnética da luz, proposta por Maxwell e os que defendiam o éter luminoso, acabou como vitorioso a teoria de que a luz é, sim, uma onda, mas não precisa de um meio para se propagar. E esta teoria também atacou a regra de soma e subtração das velocidades e muitas outras. Até que em 1905,o mundo conheceu a nova teoria da relatividade proposta por Albert Einstein.


Yuri Oliveira – Turma 3ª E
Fundação Bradesco – RJ

2 comentários:

Anônimo disse...

Este artigo está equivocado, haja vista que eu mesmo já li artigos antigos escritos pelo próprio MAXWELL, em que ele faz afirmações relacionadas ao Éter luminífero.
O éter luminífero era a teoria mais lógica possível. No entanto, a experiência foi refeita várias vezes chegando à mesma conclusão: não existe éter luminífero, e a luz se propaga no nada.

No entanto somente recentemente foi proposta a teoria da matéria escura para explicar a gravidade observada no universo; Já foi inclusive CONFIRMADA, através da observação da colisão de galáxias. Na colisão, a matéria foi observada pelo efeito de lente gravitacional, sendo que a matéria escura continuou seu rumo normal, e a matéria 'visível' sofreu a deformação do choque galáctico.
Então, hoje sabemos que:

Existe algo chamado matéria escura, que não interage com a matéria, senão através de forças (até onde sabemos) gravitacionais. Esta matéria escura pode inclusive acompanhar o movimento da matéria visível.

Se o éter tiver as mesmas características da matéria escura, isso já é suficiente para anular a conclusão advinda da experiência de Michelson e Morley, de que o éter não existe:

O éter pode existir e ter as mesmas características da matéria escura, ou poderia mesmo ser a própria matéria escura.

Se olharmos do ponto de vista da mecânica Quântica:

Um campo de forças é um local do espaço, onde virtualmente, qualquer local do mesmo existe uma força, correto?

Vamos imaginar o campo magnético da Terra, por exemplo. O mesmo atinge milhares de kms além da atmosfera.

Podemos dizer, que fora da atmosfera não existe nada, somente o vácuo?

Ora, segundo a mecânica quântica uma força é representada por uma partícula, então dentro deste imenso campo magnético, mesmo no 'vácuo' uma infinidade de partículas TEM que existir, para que o mesmo exista.


Agora vamos mais longe:

A luz, nada mais é do que uma onda, eletro magnética. O raio de luz pode viajar milhares ou até mesmo bilhões de anos luz, através do espaço. então novamente, segundo a mecânica quantica, dentro deste campo existe uma grande quantidade imensa de partículas.

Não seria a matéria escura, o meio de propagação da luz? Um mar de partículas, que preencheria todo o universo, responsável pelos efeitos dos campos elétricos, magnéticos?

Existem diversas afirmações possíveis;

Mas acredito que os cientistas da época de Michelson e Morley, não tinham conhecimentos cosmológicos que estão sendo descobertos somente agora, e se possuíssem os mesmos, não teria abolido tão prontamente a idéia de um meio universal.

Anônimo disse...

Tentar bloquear com matéria, o éter, fluido cósmico,matéria escura ou outro nome qualquer, seria a meu ver, como num dia quente tentarmos nos abanar com um leque feito de tela de galinheiro.
Os espaços vazios entre os núcleos atômicos, corresponderiam talvez ao desfrutado por nossas naves espaciais em relação a galáxia. Outro ponto que em nossa pouca formação cientifica ousamos questionar é que no experimento de Michelson e Morley um foton esteve exposto ao "vento de eter" por (arrisco)de 3 a 6 bilionésimos de segundo, isso num "meio"com viscosidade infinitesimal, talvez inercialmente não lograsse mesmo alterar a velocidade a níveis perceptíveis. Por outro lado, considerando-se que um próton constitui-se de partículas subatômicas girando com segundo me consta a uma velocidade próxima a da luz, permito-me que imaginar que o mesmo se trate de uma bolha no éter, ou seja nossa atmosfera poderia tornar mais rarefeito o éter na famosa experiencia. Se não é verdade pelo menos espero que seja engraçado aos físicos e matemáticos